Felicidade: ninguém nunca chega a um consenso do que seja ou de como alcança-la. Teorias e mais teorias são elaboradas e discutidas com a intenção de desvendar esse mistério que nem Sherlock Holmes acredita ser tão elementar. Há padrões para ser feliz, pois cada ser humano em sua individualidade padroniza os outros e tenta se enquadrar em um padrão, mesmo que seja o seu próprio. Dinheiro, saúde e Deus são alguns dos elementos que as pessoas buscam para encontrar a tal da Dona Felicidade.
Como diz o ditado: "Se dinheiro não traz felicidade, dê-me o seu e seja feliz". Seria hipocrisia demais dizer que o dinheiro não traz felicidade. Ele compra praticamente tudo que uma pessoa precisa para ser feliz: compra amor (mesmo que seja um falso); compra conforto; compra o perdão para o Reino dos Céus e a passagem para o Mundo Encantado da Disney; em alguns casos compra saúde ou ameniza a dor. Compra principalmente o mais vulgar de todos os objetos: pessoas."Há coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras existe MasterCard".
Saúde! Não, ninguém espirrou. alguns casos de enfermidade nem todo o dinheiro do mundo pode curar. Por isso, para desfrutar de uma vida feliz é preciso estar com a saúde em dia. Corpo são, mente sã. Alguns são felizes apenas com o corpo são. E para os que não têm dinheiro dizem que ter saúde é aquilo que importa. Devia ser o slogam do SUS. Mas quando já não há mais remédio (com perdão do trocadilho), entrega-se tudo nas mãos de Deus.
"Deus é um ser mágico que veio do nada criou o universo e tortura eternamente aqueles que não acreditam nele porque os ama". "Eu sou feliz porque tenho Deus no meu coração". Quem nunca ouviu essa frase de alguém? A resposta de José Saramago, ateu, quando lhe perguntaram como podem homens sem Deus serem bons, é pertinente nessa hora: "Como podem homens com Deus serem tão ruins?". Charles Chaplin já dizia que por simples bom senso não acreditava em Deus. Em nenhum.
Talvez Chaplin já tivesse a fórmula da felicidade, mas para os que não a possuem resta apegar-se naquilo que suas capacidades lhe permitem, sejam elas o dinheiro, a saúde, ou a fé, no dinheiro, na saúde ou outra coisa qualquer.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
I walk alone - Tarja Turunen
Eu Caminho Sozinha
Coloque todos os seus anjos a beira do abismo
Guarde todas as rosas, eu não estou morta
Eu deixei um tormento sob sua cama
Eu nunca me fui
Vá dizer ao mundo que eu ainda estou por aqui
Eu não voei, eu estou vindo a baixo
Você é o vento, o único som
Sussurre para meu coração
Quando a esperança estiver acabada
E ninguém pode te salvar
Eu caminho sozinha
Cada passo que dou
Eu caminho sozinha
Minha tempestade de inverno
Mantendo-me acordada
Nunca se vai
Quando eu caminho sozinha
Volte a dormir para sempre
Bem longe dos tolos e tranque a porta
Eles estão por aí e eles darão a certeza de que
Você não tem que ver
O que eu acabei me tornando
Ninguém pode te ajudar
Eu caminho sozinha
Cada passo que dou
Eu caminho sozinha
Minha tempestade de inverno
Mantendo-me acordada
Nunca se vai
Quando eu caminho sozinha
Esperando acordada no céu
Eu nunca estive longe de você
Girando em direção ao chão eu sinto todos seus movimentos
Eu caminho sozinha
Eu caminho sozinha
Cada passo que dou
Eu caminho sozinha
Minha tempestade de inverno
Mantendo-me acordada
Nunca se vai
Quando eu caminho sozinha
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Engano
O telefone toca mas ninguém atende. Finalmente desiste de ligar e continua a chorar sozinho.
Pensando em tudo que passara, dos momentos felizes que não sabia ser feliz até olhar para trás, dos momentos ruins que o transformou e o tornou o que é hoje podendo se orgulhar ao olhar para trás, mas não pelo que fez, mas pelo que superou, e, muito disso sozinho.
Mudanças de pensamento, de comportamento, de momento. Sempre acreditara na evolução das coisas, na inconstância do Tempo, na brevidade da felicidade e insistência da dor. Não por opção, mas por pensar demais nos momentos que mudaram.
Saudade.
Queria que todos estivessem aqui, para critíca-lo, abraça-lo, faze-lo rir ou chorar, para ver o homem que se tornara, ou seja lá o que se tornara, se é que se tornara realmente alguma coisa, mas uma coisa é certa: mudara. Para melhor em alguns aspectos, para pior em outros, e talvez em nada em muitas coisas. Não importa. De qualquer modo os queria de volta, aqueles que tiveram que partir cedo demais, aqueles a quem não teve tempo de dizer "eu te amo" e também aqueles a que sempre dissera mesmo não conseguindo demonstrar. Todos se foram
Até mesmo os que prometeram não abandoná-lo nunca e também os que nada prometaram, mas que torceram pela sua felicidade.
Dizem que o Tempo cura tudo. É mentira. "Algumas coisas o Tempo não pode curar, algumas feridas são tão profundas que nos acompanham para sempre". E ele tem as marcas para mostrar. Todas elas: física, psicológica, emocional...
Foi tudo um engano. Um engodo. E algumas coisas realmente nunca mudam. Algumas coisas você nunca esquece por mais que queira, ou deva e outras você nunca deve esquecer porque faz parte do que você é. Mais do que nunca sabe que a única pessoa com quem se pode contar nesse mundo é você mesmo.
Mais uma tentativa.
-Alô
Silêncio
-Desculpe, foi engano. Foi tudo um engano.
Desliga.
Chora.
Deita.
Dorme.
Silêncio.Saudade. Solidão.
Pensando em tudo que passara, dos momentos felizes que não sabia ser feliz até olhar para trás, dos momentos ruins que o transformou e o tornou o que é hoje podendo se orgulhar ao olhar para trás, mas não pelo que fez, mas pelo que superou, e, muito disso sozinho.
Mudanças de pensamento, de comportamento, de momento. Sempre acreditara na evolução das coisas, na inconstância do Tempo, na brevidade da felicidade e insistência da dor. Não por opção, mas por pensar demais nos momentos que mudaram.
Saudade.
Queria que todos estivessem aqui, para critíca-lo, abraça-lo, faze-lo rir ou chorar, para ver o homem que se tornara, ou seja lá o que se tornara, se é que se tornara realmente alguma coisa, mas uma coisa é certa: mudara. Para melhor em alguns aspectos, para pior em outros, e talvez em nada em muitas coisas. Não importa. De qualquer modo os queria de volta, aqueles que tiveram que partir cedo demais, aqueles a quem não teve tempo de dizer "eu te amo" e também aqueles a que sempre dissera mesmo não conseguindo demonstrar. Todos se foram
Até mesmo os que prometeram não abandoná-lo nunca e também os que nada prometaram, mas que torceram pela sua felicidade.
Dizem que o Tempo cura tudo. É mentira. "Algumas coisas o Tempo não pode curar, algumas feridas são tão profundas que nos acompanham para sempre". E ele tem as marcas para mostrar. Todas elas: física, psicológica, emocional...
Foi tudo um engano. Um engodo. E algumas coisas realmente nunca mudam. Algumas coisas você nunca esquece por mais que queira, ou deva e outras você nunca deve esquecer porque faz parte do que você é. Mais do que nunca sabe que a única pessoa com quem se pode contar nesse mundo é você mesmo.
Mais uma tentativa.
-Alô
Silêncio
-Desculpe, foi engano. Foi tudo um engano.
Desliga.
Chora.
Deita.
Dorme.
Silêncio.Saudade. Solidão.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Uma xícara de café

Acabara de sair de um desses lugares onde se trabalha de fígaro. Cortara o cabelo e ao passar as mãos pelo que sobrara dizia: "Muito obrigado, senhor cabelerei...". A frase não chegou a ser terminada. Definitivamente não gostara. Levantou. Pagou. Saiu.
Caminhava pela rua destraído e cabisbaixo sem olhar as donas bonitas. Aquela sensação de déjà vu estranhamente o perturbando. Decidiu parar na venda da esquina. O que compraria? Um pirulito? Uma zarabatana e uma porção de chumbinhos? Um refresco? Sentou-se. Pediu uma xícara de café.
Pensou e sorriu sem saber o por que: "Mas não seria muito incômodo?" Ora, de forma alguma. Afinal, "estamos aqui para isso", lhe diria o dono da venda.
Bebericava o café aos poucos sentindo na pele aquele vapor quente e aroma que conhecia tão bem, afinal, não se ganha uma gastrite apenas tomando vinagre. Enquanto sorvia aquele líquido negro levemente adocicado sua mente viajava. Sem sentido. Deveria pedir algo para acompanhar o café? Um sanduíche de presunto talvez? Não, ele era estranho, não comia carne, deveria pertencer a Sociedade Protetora dos Animais. Mas não gostava de ratos, dizia a si mesmo quando via um: "nada de exaltações". Divertia-se com aquilo.
O que pedir então para acompanhar o café? Churros? Churros açucaradinhos e douradinhos... Ou então um bolo, um de verdadinha, não um de mentirinha. Será que o dono da venda tinha bolos? Um de chocolate, ou de baunilha, ou de nata com baunilha e chocolate? Ponderou um pouco mais, talvez fosse melhor pedir algo mais simples como uns biscoito-ôs, ou uns pastéis de palmito...
Decidira não pedir nada. A essa altura o café já deveria estar frio...como as panquecas em cima do balcão, ou as coxas de frango, frias como um cadavér de defunto morto que já falecera, ou como ele mesmo que nem um café quente pode mais aquecer. Talvez ele fosse o abomineve homem das naves, digo, o abominável homem das neves. Mas essas coisas não existem, no máximo acreditaria em duendes que gostam de água da jamaica ou que já chegou o disco voador com bebês jupterianos ou com marcianos possuidores de tecnologias que os terrículas ainda não estão preparados para conhecer como a pulseira telemagnética. Mas acreditava em gigantes, ele mesmo já vira alguns. E bruxas? Definitivamente não acreditava, mas que elas existem, existem, inclusive havia uma senhora que morava no número 71 numa vila ali por perto que todos diziam que era uma bruxa, mas sempre pensara que não passava de uma solteirona solitária e excêntrica que no máximo fazia algumas sessões mediúnicas para espíritos zombeteiros, mas tem gente que jura que em alguns dias a ouvia gritar: "Onde está você, Satanás?!" Humanos sempre falam demais...
Ficou ali divagando devagar por muito tempo. Pensando como se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda, amanhã velho será, velho será, velho será, a menos que o coração, que o coração sustente a juventude que nunca morrerá. Sentiu-se velho, lembrou-se do seu avô e de sua coleção de dominós com os quais brincava construindo prédios. Sempre imaginara em ter dominós como o do avô, talvez até devesse fazer um com as teclas do piano. Tinha saudade. Nenhum deles existia mais. O que lhe restara? 14 meses de aluguéis atrasados? Nem isso... Peixinhos coloridos? Um massacote? Digo, um gato? Nada...Naaaada. Queria ter feito mais da sua vida, queria ter ido a Acapulco tomar banho de mar, já que até hoje só o vira pela televisão.
Queria escrever. Tentou escrever algo num guardanapo de papel, mas nada saía, nem um simples cartão de Dia de São Valentim. Talvez tivesse uma vida tão vazia quanto o papel que jazia a sua frente, ou talvez só não fosse mais burro por falta de vitaminas; ou as duas coisas, porque com certeza já o era por maioria de votos. Talvez sim, talvez não, mas o certo é, quem sabe?
Tomou o último gole do café já frio. Levantou. Pagou. Saiu.
Caminhava pela rua com as mãos nos bolsos chutando uma pedrinha numa cena pateticamente emo.
Sua mente voava longe... tão longe que "lá os astronautas vão pelo céu capturando os planetas..." Lembrando de um passado, procurando esquecer o presente e pensando num futuro que talvez nunca tivesse.
Foi para casa assistir o concurso de miss universo pela televisão.
domingo, 27 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Lembranças de um Futuro Presente
domingo, 6 de julho de 2008
Sono
Quando dormir passa de uma simples necessidade e vira prioridade
Quando dormir deixa de ser uma opção e passa a ser uma resignação
Quando dormir é um engodo pra não ir, não vir, não precisar sorrir
Quando o sono ultrapassa a vontade de lutar, continuar... voar
Quando voar só se torna possível nos sonhos de um sono profundo
Uma fuga desse mundo. Imundo
Quando dormir e fugir já não se diferencia e a isso se alia
Um desejo pelo ensejo de simplesmente mudar
De não querer acordar
Para não ver, não crer, não saber
Do que não pode, do que não deve, do que perde.
Quando o sono já não se contém
E a tudo domina
E tudo acaba quando as cortinas se fecham
Na pantomina.
No fim da festa
Nada presta
As mãos apoiando a testa
O fechar dos olhos é só que resta
A luz se apagando por uma fresta.
E nos sonhos eu posso voar
Muito além do mar
Esperando tudo acabar.
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