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domingo, 16 de março de 2008

Saikano

Essa semana terminei de ver o anime de Saikano, demorei porque fui possúido por um terrível mal chamado preguiça, não obstante, vamos ao meu parecer...(Com spoilers)

Saikano conta a história de Chise e Shuji a partir do dia que os dois começam a namorar. Chise é uma garota bonitinha, desajeitada e vive pedindo desculpa, na gíria otaku, ou nerd, é uma baka. Shuji já é mais caladão, na dele, com aquele ar de mistério mas que esconde um bom coração. Enfim, no início do namoro dos dois começa uma guerra, aí, então, Shuji descobre que Chise foi transformada na maior arma de destruição, (um momento, tem alguma arma que não seja de destruição? Que seja...), a Chise vira a arma mais poderosa do mundo capaz de liquidar uma cidade inteira rapidamente. A partir daí os dois vão lutar pra poderem viver esse amor, tudo isso numa história recheada de drama, violência e sensibilidade.


A maneira como os personagens são apresentados e desenvolvidos, pode parecer a principio superficial, principalmente pra quem tiver preguiça de pensar. Suas histórias e sentimentos são revelados com flashbacks, pensamentos e até com certos spoilers do que acontecerá no futuro, já que a história é contada narrada por Shuji.
Saikano demonstra de maneira crítica todo o mal que uma guerra traz. No anime podemos ver cenas de morte, inclusive de personagens principais, seja ela causada pela guerra ou por terromotos, como em uma das cenas mais emocionantes do anime que é a morte da Akemi. Arrepiei.
Vale ressaltar também o desenvolvimento dos personagens, que, ao se encontrarem em meio a uma guerra são obrigados a crescerem, pegarem em armas e partirem pra luta pra defenderem aquilo que amam. Como é muito comum acontecer, não de forma literal, mas sempre temos que crescer em determinado momento, seja ele crítico ou não. Temos que nos armar seja lá com o que for e defender aquilo que amamos. Seja lá o que for.
Já que chegamos ao ponto romântico da história, é claro que não posso deixar de falar sobre o enredo principal do anime: o amor entre Chise e Shuji. O que dizer sem parecer piegas? É lindo, ou como diria os bakas, nerds e otakus: "é kawaii". Porque tem todas aquelas crises tipo ciúmes e traições de namoros normais, como tem também o algo a mais, tipo a sua namorada ser a arma mais mortífera já criada. A partir disso os dois têm que lutar pra poderem viver esse amor, aprendendo a lidar com a perda, dos melhores amigos, de um ao outro, e, no caso de Chise, de sua própria humanidade.

Saikano não me fez chorar, como fez a muitos, (devo estar com problemas porque eu chorava desde a abertura ao encerramento de Cavaleiros do Zodiaco) enfim, não sei o que acontece comigo, vai ver minhas lágrimas secaram, mas pelo menos deu aquele arrepiozinho em algumas partes e os olhos lacrimejaram um pouco. Só. Mas isso não muda o fato de ser um anime inteligente, sensível, romântico, intrigante e que sem dúvida nos faz pensar, nos deixa em um estado, se, não de graça, mas de nostalgia. Mérito também sem dúvida nenhuma pra sua trilha sonora que capta todo o sentimentalismo dos personagens e do anime em geral.
O estilo do traçado do anime e algumas cenas hentais também dão um toque diferente e uma pitada (eu disse: pitada!) a mais de emoção.

Saikano está mais do que recomendado, mas, como eu costumo dizer, esta é uma daquelas coisas que são feitas pra serem vistas com o coração. Tá, com os olhos também, obviamente, mas tenham consciência de que é preciso ter mente e coração abertos pra poder aproveitar o mínimo que seja do anime.

Ok, posso não ter chorado vendo o anime, mas se eu escutar a música de encerramento por muito tempo pode ter certeza que vou chorar. Abaixo seguem dois videos: o primeiro com o encerramento do anime e a tradução da letra; o segundo,com a música de encerramento na versão instrumental tocada em piano, que é um instrumento que acho lindo e gostaria de aprender a tocar, porém, minhas muitas habilidades não se estenderam até o mundo da música...Enfim...aproveitem....Alguém tem um lencinho pra me dar? =~~


Sayonara

Havia um vazio em meu coração
Fiquei a noite sem dormir, apenas suspirando...
E antes de perceber, já tinha amanhecido...
Querendo ouvir a sua voz...
Querendo sentir o seu calor...
Sentimentos para você melhorar...
Minhas lágrimas caíram...
Adeus, meu amado...
Ainda não posso me esquecer de você...
Adeus, é tão triste quando tudo acaba com esta palavra...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Death Note

Raito Yagami
Finalmente hoje terminei de ver o anime de Death Note, que me viciou tanto que já baixei até a trilha sonora, coloquei as músicas mais legais no mp3 do meu celular e defini a primeira música de abertura como meu toque pra ficar igual ao da Misa-Misa...XD. O anime que prendeu minha atenção desde o primeiro capítulo conta a história de Raito Yagami, um colegial entediado com a vida, com o mundo e com as pessoas que nele habitam e um dia encontra um Death Note, caderno que tem o poder de matar a pessoa que tiver seu nome escrito nele.

O Death Note foi jogado no mundo dos humanos pelo Shinigami (Deus da Morte) Ryuuku, que também andava entediado lá pelo mundo dos Shinigamis e resolveu "perder" o caderno na Terra só para se divertir. Desde que o caderno foi encontrado por Raito, Ryuuku tornou-se o Shinigami dele, acompanhando-o todo o tempo e servindo como uma espécie de "tutor" para Raito na utilização do Death Note. E Raito, então começa a utilizar o caderno para fazer o "bem", por assim dizer... Escrevendo nele os nomes de bandidos, corruptos e todos aqueles que fazem o mal no mundo, tentando criar assim a utopia de paz com que tanto sonha para então poder tornar-se o Deus desse novo mundo. Raito então passa a ser conhecido no mundo todo como Kira, visto por uns como um verdadeiro herói, Deus, Salvador e etc e por outros como um louco assassino serial o que leva a polícia a começar a caçar Kira sem descanso com a ajuda do maior detetive do mundo, L .


"L"


Sem dúvida nenhuma é um dos animes mais inteligentes que eu já vi. A perspicácia de Raito, "L", "M" e "N" com suas brincadeiras de gato e rato tornam a estória tensa do começo ao fim. O cerco que "L" e a polícia fazem contra Kira faz com que Raito tenha que passar o Death Note adiante por várias vezes e ainda assim conseguindo recuperá-lo graças à sua inteligência.

Near "N" e Mello "M"

Tudo isso causa várias reviravoltas à trama que torna-se intrigante a cada episódio em um ritmo acelerado. Já as palhaçadas de Misa Amane dão um tom mais leve à trama que por si só já é um pouco pesada. Pesada porque, para os mais atentos podem perceber questões filosóficas (por quê ,não?) nas ações do anti-herói, Raito Yagami, o Kira.

Misa Amane

Veja bem: o fato de você ter o poder de tirar a vida de qualquer pessoa, mesmo que saia impune, lhe dá o direito de fazer isso? Independentemente dessa pessoa ser boa ou má? Aí já entra outra questão filosófica do que vem a ser o bem e o mal, já que o conceito pode diferir de pessoa pra pessoa. Ainda há o ponto de as atitudes de Raito não serem tão nobres assim a partir do momento que ele deixa de matar os criminosos e passa a matar também aqueles que se colocam no seu caminho afim de detê-lo. Uma metáfora à onipotência de um Deus que castiga àqueles que vão contra Ele.

Raito, Ryuuku, "L"


Em vários episódios a pressão e a emoção são tão grandes que é impossível não se arrepiar. Sou suspeito pra falar, já que tenho várias semelhanças físicas e psicológicas com o personagem principal... a começar pelo meu antigo cabelo e o desprezo pelos humanos XD.
É sobre isso, afinal, que trata o anime: Humanos. O poder que eles possuem, o poder que eles querem, o que eles são e o que querem ser e até que ponto eles podem chegar para conseguir o que desejam abrindo mão do que têm e o que são.
Ao dramático e emocionante fim do último episódio, as questões filosóficas intríssecas à trama não são respondidas, e, se fossem, não seriam questões filosóficas...E nem o sonho de Raito é concretizado, mas podemos ter duas certezas: como diria o Shinigami Ryuuku: "Humanos são...interessantes..." e como diria a Shinigami Remu: "Humanos são...desprezíveis..."

Eu deveria ter sido Raito Yagami no Live Action o/ u_u'
Agradecimento especial a Isabela "K" por me apresentar Death Note

domingo, 3 de fevereiro de 2008

CHARMED



Phoebe (Alyssa Milano), Prue (Shannen Doherty) e Piper (Holly Marie Combs)
1ª a 3ª Temporada



Esse final de semana aluguei a última temporada de Charmed e finalmente pude ver o fim dessa série que durou 8 anos.
Comecei a assistir Charmed em 1998 quando foi exibida pela Band com o título nacional de "Jovens Bruxas", desde então virei fã, mesmo depois da Band ter parado de passar.


Paige (Rose McGowan), Phoebe (Alyssa Milano), Piper (Holly Marie Combs)
4ªa 8ª Temporada

Bem, Charmed é uma série sobre 3 irmãs que são bruxas e não 3 bruxas que são irmãs, talvez por isso tenha tido o sucesso que teve. Apesar de alguns episódios bem bobinhos e efeitos especiais mal-feitos, conseguiu ir longe justamente por ser despretenciosa, nunca quis ser mais do que era e sempre soube que seu lugar era o entretenimento. Muito imaginativa, tudo podia acontecer (e tudo acontecia mesmo).
No início a série não parecia ter um rumo definido, tanto que os vilões seguiam o manual do "vilão especialmente convidado", o quer dizer que era um vilão diferente por episódio a cada semana, sejam bruxos, demônios, ou outras criaturas mágicas; só a partir da terceira temporada que as sagas foram sendo mais elaboradas com as irmãs se deparando com um grande inimigo a cada ano, como o "Chefe", Cole, Avatares, o "Vazio", a Tríade e Billie e Christy.
Para ter durado tanto tempo, Charmed baseou-se em diversas mitologias como a Grega, a Pagã, no folclore Irlandês e Egípcio. Piper, Paige e Phoebe já se tornaram Fúrias, Valquírias, Deusas, Múmia, Sereia e talvez muitas outras coisas de que não me recordo no momento.

Piper (Holly Marie Combs), Paige (Rose McGowan), Phoebe (Alyssa Milano) e Billie (Kaley Cuoco)
8ª Temporada


Mesmo com os problemas que a série enfretou, como a saída de Shannen Doherty no final da terceira temporada e a entrada de Rose McGowan como Paige, a quarta irmã Halliwell, cortes no orçamento, mudanças de horário e audiência baixa, acho que pode-se dizer que a série fez seu nome, marcou história sem dúvida nenhuma, virou um clássico como Friends, Buffy, a Feiticeira e muitas outras, tanto que até hoje ainda é reprisada pela Sony (atualmente reprisando a quinta temporada) e até hoje levanto e abro as mãos congelando e explodindo como a Piper, de longe minha preferida por causa do seu sarcasmo. XD Já forcei os olhos pra ver se movia os objetos com a mente como a Prue, já chamei o nome de algo tentando orbita-lo como a Paige, mas até hoje só consegui ter algumas visões como a Phoebe... =)
A cena final da neta da piper fechando a porta com a telecinese, como Prue fez no final do primeiro episódio é simplesmente emocionante, dá aos fãs de Charmed aquele arrepiozinho e olhos marejados.
Com o fim de Charmed fica o vazio, não o vilão que elas enfrentaram, mas, o vazio, o vilão que todos nós enfrentamos ao perder algo que faz parte de nós.