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sábado, 5 de junho de 2010

Sex And The City 2

Então, fui ver Sex and The City 2. Duas vezes. Confesso que sempre tive certa relutância contra essa série por ter o tipo de pensamento de que era "série de mulher", mas comecei a assistir meio que sem querer querendo num final de semana que não tinha nada para fazer e gostei. Depois de 6 temporadas e um filme que teve um grande sucesso, chegou a continuação das novas aventuras (e desventuras) dessas gatas radicais que se metem em altas confusões para fazer você se divertir e se emocinar. *Narrador da Sessão da Tarde mode on*.
Falando sério agora.
Eu adorei o filme, uma das poucas comédias que me fez rir tanto, e olha que eu precisava. Já começa engraçado mostrando as meninas nos anos 80. Carrie parecia uma mistura de Madonna com Cyndi Lauper, Miranda toda yuppie, Charlotte patricinha comportada e Samantha, bem, Samantha.

Sim, eu sei que é uma comédia romântica, tem sexo, conversa sobre relacionamentos, casamentos, e pensamentos, e de fato tem tudo isso lá. Sex and The City tornou-se uma série icônica por desde o início falar abertamente sobre esse tipo de coisa, do ponto de vista feminino, claro. Deu voz às mulheres, mostrou a força e a determinação daquele que é considerado o sexo frágil . Sim, pode até ser mesmo uma série de mulher, afinal, é seu público alvo, mas não mataria a nenhum homem tentar conhecer e entender um pouco mais esse ser feminino tão complexo.

Voltando ao filme, o qual achei melhor do que o primeiro, se tratando do que, na minha opinião, foi o ponto forte da produção: as cenas de comédia, e em se tratando de comédia, ninguém fez melhor do que Kim Cattral.
Samantha continua a mesma, mas dessa vez aos 52 anos, tendo que lidar com problemas da menopausa garante as melhores gargalhadas em praticamente todas as cenas em que aparece, como por exemplo dançando Single Ladies com Liza Minelli (claramente toda trabalhada no Botox, mas que teve uma ótima performance), ou quando aparece usando o mesmo vestido que Miley Cyrus vestia.
Achei apenas forçado demais tanta informação sobre Abu Dhabi. Tá, o local é lindo, caro, a cara da ryqueza, mas chegou uma hora que parecia que tava assistindo a um Globo Repórter de tanto que falavam sobre o local e a cultura.

Destaco ainda a cena do karaokê, as 4 subindo ao palco e soltando a voz foi realmente um marco, para mim, uma das grandes cenas do filme.

Divertida e marcante, como a cena em que estão caminhando no deserto ao som da "nova" música tema, com suas roupas da moda esvoaçando.
Taí outro ponto em que a série sempre teve grande destaque: Moda. De grandes marcas de sapatos, a roupas de estilistas famosos ou de brechós. Tudo foi sempre muito bem ornado com classe de uma maneira única que define o estilo e personalidade de cada personagem e que tornou a série e as atrizes referências para fashionistas.
Não vou me prender muito às outras garotas, não sei porque, mas achei a Carrie mais apagadinha nesse filme, em algumas cenas Sarah Jessica Parker parecia tão "travesti". Charllote continua conservadora e meiga, mas agora tendo que lidar com estresse de criar duas filhas pequenas rende ótimas cenas, ela de pilequinho é demais. Miranda também está mais solta, mais divertida, mas ainda assim, para mim, Samantha Jones roubou o filme para si, guardou na sua Birkin e saiu dando tchauzinho dizendo "I'm Fabalous".
Então, garotas, caso você tenha bote seu Chanel, cate sua Louis Vuitton, suba no seu Manolo Blahnik e vá conferir esse filme fabuloso.
E homens, caso não gostem da série, pelo menos acompanhem, vale realmente a pena.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Homem de Ferro

Olá, meus queridos e não tão queridos assim... estive ausente, mas foi por uma boa causa: preguiça.
E hoje tive o enorme prazer de ir à estréia do tão esperado Homem de Ferro, e, confesso que minhas expectativas foram atendidas e até superadas!
Robert Downey Jr., está perfeito e bem à vontade no papel de Tony Stark-Homem de Ferro, consegue interpretá-lo com a carga dramática que o personagem exige na medida certa, e, também com um senso de humor irônico e meio grosseiro que me lembra até o meu.
Gwyneth Paltrow apesar de ter ganhado o Oscar por Shakespeare apaixonado, está mais acostumada em papéis de comédias e comédias românticas, mostrou-se uma atriz versátil ao interpretar a secretária (e interesse amoroso) de Tony Stark, Pepper Potts, papel este que exigia uma doçura, coragem, elegância e também seu tom humorístico que foi muito bem trabalhado de forma suave. Dá uma certa sensação no decorrer do filme de "ai, tomara que eles fiquem juntos" ao se constatar que ela está sempre lá pra ele quando ele precisa, e como ela mesma disse: "não amarraria nem os cadaços dos sapatos" sem ela. E ele sabe muito bem disso.
Terrence Howard, como Jim Rhodes, melhor amigo de Tony Stark que eu achei meio sem graça. Apesar de uma boa interpretação, achei esteriotipado demais como todo bom soldadinho americano.
Jeff Bridges também impressionou no papel do vilão Monge de Ferro (Obadiah Stane), apesar do clichê megalomaniáco, o destaque vai pra sua atuação. Infelizmente a galeria de vilões do Homem de Ferro não é uma das melhores, confesso que O Mandarim, para mim, ainda tem um apelo maior, mas a escolha do Monge de Ferro para esse primeiro filme não poderia ter sido mais acertada. Além do mais, para os mais atentos, podem notar uma referência ao vilão Mandarim, não vou falar para não estragar as surpresas, mas quem conhece vai sacar.
Outras curiosidades: um rápido vislumbre de Jim Rhodes admirando a Mark 2, podendo vir a vesti-la no segundo filme e garantindo a aparição do Máquina de Combate; a citação da criação S.H.I.E.L.D. no fim do filme foi bem engraçada, pois desde o início o terreno para ela já estava sendo trabalhado sem ao menos a gente imaginar; e como não podia deixar de faltar: a participação especial de Hillary Swank, atriz ganhadora de 2 Oscar de melhor atriz por Meninos não choram e Menina de Ouro, e Stan Lee, o criador da maioria dos personagens do Universo Marvel.
Os efeitos especiais estão magníficos, e no primeiro filme produzido pela Marvel Studios já podemos perceber que muita coisa de qualidade pode vir por aí se deixarem as adaptações nas mãos de quem realmente entende. Para mim, Homem de Ferro seria um filme dificil de se realizar, isso a muito tempo atrás, claro, quando as primeiras discursões a respeito de sua produção surgiram e indicavam, inclusive, que Tom Cruise vestiria a armadura do Vingador Dourado, felizmente não precipitaram essa idéia, e, com a evolução da tecnologia conseguiram fazer um filme realista, decente, divertido e digno do valor dos ingressos e dos fãs.

Creio que o único ponto negativo do filme tenha sido a falta de uma abordagem maior no vício de Tony Stark, de qualquer forma, o alcoolismo do Homem de Ferro pode ser trabalhado de uma maneira melhor no segundo filme...Afinal, lidar com um "coração mecânico" já garantiu a dramaticidade de boa parte do primeiro.
Como costumo brincar com aliterações e assonâncias para deixar as coisas mais poéticas, finalizo a crítica deixando meu parecer sobre o filme:


HOMEM DE FERRO: Fantástico, Fabuloso, Fenomenal, Fascinante...simplesmente FODA!

Já quero meu DVD!
E a trilha sonora
E action figures

XD


P.S.: TEM SURPRESA DEPOIS DOS CRÉDITOS FINAIS

domingo, 6 de abril de 2008

Noel - Poeta da Vila

Ontem fui ver Noel - Poeta da Vila, confesso que não estava muito afim de ir ver esse filme pois a imagem do malandro nunca me agradou muito, mas olha, o filme me surpreendeu e me agradou.
Obviamente o filme trata da vida de Noel Rosa, seus poemas, problemas, sua música e seus amores. A cena em que ele deixa os livros de medicina no chão e segue apenas com o caderno onde escreve suas músicas é de tamanha singularidade que fala por si só do momento em que ele abandona a carreira de médico e escolhe seguir como um poeta-músico-malandro-boêmio.
O que mais me agradou foi a fotografia do filme que é simplesmente "perfection", como diria a Maísa. O figurino impecável também retratando fielmente a década de 20-30, e por incrível que pareça, a trilha sonora bélissima, um samba, uma música popular brasileira com conteúdo, com poesia que realmente emociona e encanta até quem não é muito fã dessas músicas de boteco de esquina, cerveja e cigarro.
Como disse anteriormente, a fotografia do filme encantou-me de tal forma chegando a um momento de nostalgia que me fez recordar, não sei porque, Santarém, meus avós e uma infância a muito tempo esquecida.
Camila Pitanga, linda como sempre, no papel de Ceci, um dos amores, e por que não dizer, o grande amor de Noel Rosa, representado maestralmente por Rafael Raposo, tanto que não soube distinguir se ele também tinha o queixo deficiente como Noel Rosa original ou se era atuação. XD
Creio que a única "atuação" que não gostei foi do Supla como Mário Lago, ele atuando é tão débil quanto cantando-apresentando-falando-andando...enfim...
Realmente achei que dormiria durante o filme, mas prendeu minha atenção e me emocionou verdadeiramente.
A cena final sem dúvida é a mais emocionante de todas e nela podemos perceber o verdadeiro amor de um malandro que soube muito bem distinguir "malandragem de pilantragem", mas que soube acima de tudo, viver.

Noel Rosa

Trailer

sexta-feira, 14 de março de 2008

10.000 a.C.


Quarta-feira fui ver essa coisa aí que se chama filme. Podia ter dormido o filme todo que não teria perdido nada, só não o fiz porque 9 reais me faz falta, inclusive preciso de um tênis novo, quem se habilitar aceito de bom grado. u_u

Mas sim, voltemos à película.

O FILME NÃO VALE NEM O QUE O TIGRE DENTES-DE-SABRE ENTERRA!

Acho que isso resume tudo.

10.000 a.C. nada mais é do que 1 hora e 4o minutos de puro clichê. Quem quiser continuar vá por conta própria. Tem Spoillers

E tem desde as profecias, ao escolhido, ao rapto da donzela e seu povo sofrido, ao salvamento do tigre dentes-de-sabre que se torna "aliado" do protagonista e depois só falta lamber o rosto do carinha e falar: "suba em mim, servirei como montaria". Tem também a clássica cena do bonito discurso antes da batalha final onde o protagonista, D'leh(rdo) fala coisas do tipo não percamos a esperança, lutemos ate a morte, blablabla whiskas sache blablabla, aí levanta a lança, dá o grito de guerra e sai correndo em câmera lenta com o exercito ao seu encalço.

Tem também aquele clássico do amigo-mentor, o Tic-Tic, sim, esse é o nome do personagem, mas podem fazer como eu e chamar de Tic-Tac-com-apenas-2-calorias que é apunhalado pelas costas depois de uma luta e morre nos braços do mocinho dando os últimos conselhos, passando a tal da lança branca (ui) e dizendo:"seja igual ao seu pai"

Claro que não poderia faltar também a morte da mocinha. Depois de ser raptada novamente pelo vilão e ser levada deitada em cima do cavalo, só por isso dá de imaginar como o filme é excelente, enfim, ela dá um jeito de se livrar do vilão, cai do cavalo com ele e sai correndo em direção aos braços do amado, em câmera lenta, é claro, parecia que eu tava vendo um episódio de Baywatch de tanto que as pessoas corriam em câmera lenta. Aí, então o vilão atira uma flecha, e, záz, adivinhem? Pois é! Acerta a mocinha pelas costas e morre nos braços do amado naquela coisa de vou te amar pra sempre, enquanto a luz das estrelas brilharem nosso amor existirá e blablabla whiskas sache blablabla. Mas pensa que acaba aí? Mas quando! Num é que a guria é ressucitada pela anciã da tribo? Não me pergunte como, mas a velha tá lá onde Judas perdeu as botas, minto, o filme é 10.000 a.C., Judas ainda não tinha perdido as botas, mas sim, a velha tá lá longe e agoniza dando um sopro que entra pela boca da mocinha, Aí a velha morre e a mocinha ressucita. Então no final, não podia ser diferente, é o casalzinho dando um beijo ao por do sol e o filme acaba.

É só isso.

Até Maria do Bairro é mais emocionante. Vo te contar heim... Os efeitos especiais até que são bons, mas mesmo assim não salva o filme.

10.000 a.C. é uma ofensa a inteligência de qualquer um com o mínimo de conhecimento sobre como se fazer um filme clichê e tenho dito!

Não assistam nem daqui a 10.000 anos...a não ser que queiram perder dinheiro, aí podem ir ao cinema, mas se quiserem perder tempo esperem passar na Sessão da Tarde.


E ainda tô precisando de um tênis...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Mistérios de Cloverfield


Levando em consideração a conversa que tive com o Jay, que criticou minha resenha sobre o filme (e fez muito bem por sinal, obrigado, Jay) e me passou novas informações, comecei a buscar mais a fundo os mistérios que envolve Cloverfield. Por tanto, por meio dessa atualização vim aqui fazer algumas retratações e ainda manter algumas das coisas que eu disse.
Em primeiro lugar, sobre a teoria de conspiração que envolve o monstro. Como o Hud, o personagem bocó do filme, que grava tudo, sugeriu que o monstro seria uma criação do governo do EUA, ele não estava de um todo errado. Sim, é uma conspiração, segundo informações preliminares, mas, nao dos EUA e sim de uma empresa de petróleo japonesa, a Tagruato.
Interesante é observar as diversas teorias, e discursões na internet a respeito do filme.
Tem de tudo: de experiências genéticas com criaturas marinhas, de uma substância tóxica conhecida como 'Néctar do Mar' descoberta e usada por uma empresa de refrigerante, a Slusho, uma possível empresa de fachada braço da Tagruato.
De fato, a campanha de marketing do filme é simplesmente genial!!!
Mas não mudo minha opinião sobre o filme em si. Sim, é um filme ruim. O que não quer dizer que seja uma estória ruim levando em consideração todas essas informações que só é possível serem adquiridas como muita paciência.
Em todo caso, o monstro sendo uma conspiração ou não, o filme em si, é.
Veja bem: suponhamos que seja verdade toda essa teoria, da empresa de petróleo que criou ou despertou o monstro; das experiências genéticas e químicas com o slusho, da empresa de refrigerante de fachada e tudo mais...da fuga do monstro do fundo do oceano do Japão e criando um rastro de destruição por onde passa.
Eu acompanhei tudo isso na internet, coisas que, inclusive não foram mostradas no filme
e outra: é uma conspiração na vida real!
Pelo fato dos produtores terem colocado todo o filme na internet e terem feito um "filme" apenas para ser vendido!!
Pois veja bem: se você for apenas ver o filme sem saber de tudo isso, vai sair de lá como eu: frustrado e esperando muito mais além do dinheiro do ingresso de volta. E você sabendo de tudo isso nem precisa ver o filme em si. Tanto, que, todas essas informações não estão no filme. O único mistério real do filme é: "de onde veio o monstro?" E mal sabemos nós, cinéfilos puristas, que há algo muito maior que o próprio monstro por trás de tudo isso. Experiências genéticas, substâncias químicas tóxicas, Néctar do Mar, Slusho, Tagruato a 'Umbrella Corporation Japonesa'. É realmente coisa de louco!! Todas essas informações espalhadas em sites virais, perfis fakes dos personagens do filme no My Space, videos no Youtube, falsos comerciais do Slusho, falsos noticiários do mundo todo relatando a destruição da plataforma de petróleo no Japão e de embarcações japonesas, receitas preparadas com o Néctar do Mar, até mangás! E, inclusive referências a outra empresa que aparece no seriado Lost, do mesmo produtor, J.J. Abrams.
É tudo comércio! Venda! Capitali$mo mais selvagem que o monstro.
Devo dá o braço a torcer em uma coisa: a estória em si, depois que nos aprofundamos nela, é realmente fascinante! O mistério é envolvente e nos traz de volta aquela sensação que Arquivo X nos deixou: de não confie em ninguém e ter medo até da própria sombra. Mas, tudo isso, obviamente, é pra quem tiver paciência de ficar horas e horas na internet tentando desvendar os mistérios sobre Cloverfield. Mas, mantenho a minha opinião sobre a película. E minha admiração pela genialidade da campanha de marketing.

Imagens de Cloverfield - O Monstro

Fotos roubadas do album do Jay (link está ao lado) . Valeu , Jay, me arranja um photoshop, tio.
Como disse antes, confirma minha descrição: forma humanóide, braços grandes e desengonçados, boca e dentes que parecem aquelas coisas de tirar grampos de folhas...o bichinho é feio.













quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd e Cloverfield

Nessa quarta fui ao cinema fazer uma pequena maratona de filmes, começando por Sweeney Todd e finalizando por Cloverfield - Monstro.



Sweeney Todd pra quem gosta de musical é excelente. Agradou até quem não gosta, pelo menos quem foi comigo, gostou. Um filme de Tim Burton com Johnny Depp, Helena Bonhan Carter e Alan Rickman encabeçando o elenco por si só já vale o ingresso (até o inteiro).
O visual gótico da Londres vitoriana é perfeito, o figurino impecável e a maquiagem de Johnny Depp e Helena Bonhan Carter com suas peles branco-mármore contrastando com as vestes negras causa inveja a qualquer um que tenha certa aversão ao sol. XD
Apesar das cenas fortes pra um musical, o filme tem suas partes engraçadas, a primeira aparição de Sacha Baron "Borat" Cohen na cena do desafio dos barbeiros é muito cômica, por sinal, ele é a primeira vítima do barbeiro demôniaco da rua Fleet...ehehehe spoiler pra quem não viu o filme =). Outra cena ótima é durante o 'picnic' em que Mrs. Lovett começa a cantar como será a vida deles no futuro morando na praia....hahahaha ver como a imaginaçao dela é fertil enquanto Todd fica apatico durante todo o ato apenas pensando em como matar o juiz, de longe, pra mim, é a cena mais engraçada do filme, Helena Bonhan Carter está muito engraçada nessas cenas, balançando os pézinhos sentada numa cadeira de praia na varanda e olhando com cara de Maria do Bairro pro Sr. Todd me rendeu boas gargalhadas!
Por falar nela, pra mim, Helena conseguiu roubar a cena do filme de Johnny Depp e Alan Rickman, obviamente nao pelo seu talento musical, mas porque ela consegue ser engraçada, psicótica, bonita e esquisita tudo ao mesmo tempo. Simplesmente perfeita. E também porque no final do filme pode-se notar que ela é responsável por muito mais do que apenas preparar tortas com a carne das vítimas do barbeiro. Surpresa...



Ponto negativo mesmo é o ator Jamie Campbell Bower que cantava apenas "I seeeee you, Johaaaaaanna (Eu posso sentir sua dor, Johanna. Nas legendas). AS 5 vezes que ele cantou era sempre a mesma música.
Apesar de alguns clichês, como o da velha mendiga que desde sua primeira aparição eu já sabia quem era, Sweeney Todd é um musical completo e como todo musical com certeza não vai agradar a todos, principalmente os que não aguentam ouvir diálogos cantados ou se cansa de ver as pessoas começarem a cantar do nada. Sei que sou altamente suspeito por adorar musicais, mas está altamente mais do que recomendado ao ponto de sair do cinema com um gostinho de quero mais. Sem falar que ser comparado ao Johnny Depp nos papéis de Edward, Mãos de Tesoura e Sweeney Todd, é um elogio pra mim. É, eu sou estranho mesmo. Aceito o DVD e a trilha sonora. =)



Já de Cloverfield - Monstro não posso ser tão partidário assim. Confesso que por todo falatório em cima do filme, as inteligentes campanhas de marketing, a audácia de arrancar a cabeça da Estátua da Liberdade e pelo modo que demonstra o desespero humano, eu esperava muito mais de Cloverfield.
Por falar em arrancar a cabeça da Estátua da Liberdade, artíficio que, inclusive é explorado desde as primeiras imagens do pôster, posso dizer que foi a cena mais empolgante do filme. Imaginar a cabeça desse símbolo sendo decepada, mesmo que não seja por um monstro, é como ver as Torres Gêmeas desabando pela segunda vez.
É notável pelo filme durante a primeira explosão de um prédio, que, após 11 de setembro, toda população norte-americana vive com medo. Se estourarem um estalinho de São João vão pensar que é ataque terrorista. Desculpem-me, mas não deixei de rir quando levantaram a hipótese de ser ataque terrorista ou quando supuseram que o monstro tivesse sido criado pelo próprio governo dos EUA.
Ter feito o filme com atores desconhecidos realmente foi um ponto alto, deveras deu um ar bem mais realista num filme de monstro gigante. XD Ô! Mas eu vi um rosto conhecido por lá, sim, o Travis, o carinha que chega a festa do Rob acompanhando a Beth, é um ator conhecido, ele fazia o filho da Fran Drescher na série "Living with Fran", agora não me perguntem o nome porque não lembro, se quiser saber vai procurar no Google ou presta atenção no filme e notem que é ele... quem viu a série vai saber.
O estilo do filme em si, obviamente não é inovador. Colocar a câmera em primeira pessoa com um dos atores filmando já foi feito antes em A Bruxa de Blair. Que por falar nisso, não posso dizer qual das câmeras é mais epilética, mas acho que a de Cloverfield abusou. Certas coisas simplesmente era impossivel de ver...tipo o monstro... hahahaha
Ah, falando sério agora! Sobre o Monstro: obviamente não posso deixar de falar dele. A imagem vem sendo mantida em segredo até agora, apesar de já estar circulando na internet, artes como essa, mas, pelo que eu pude ver do monstro não é muito verídica:



Infelizmente quem for ao cinema ver esperando aquela imagem completa do monstro pode ir tirando a cabeça da Estátua da Liberdade do meio da rua. O Monstro mal aparece e só aparece mais ou menos lá pro finalzinho do filme. O que posso dizer infelizmente é que ele realmente é bem feio, e realmente é muito grande, tem uma forma meio que humanóide, com braços enormes e desengonçados, o rosto é impossível de descrever, mas o estilo da boca e dos dentes parece um daqueles objetos que serve pra tirar grampos das folhas de papel. E tem uma cauda também. O monstro é bem nojento e ponto final. Dele caem outros monstrinhos, são parasitas, um pouco parecido com ele pelo que pude ver, pelo menos o formato da boca e dos dentes. o corpo e as patas lembram mais aranhas, mas realmente é difícil dizer com precisão. Sempre mostravam os monstros muito rapidamente, com aquela câmera epilética que se mexia mais que condenado na cadeira elétrica. E pior ainda, no escuro ou na visão noturna. Frustrante. Cheguei ao ponto de desejar que os Power Rangers aparececem com o megazord e acabassem logo com aquele monstro.
Não vou dizer que o filme é de todo ruim, talvez até se torne cult daqui alguns anos e gere continuações, mas o final decepcionante, também deixou um gostinho de quero mais, assim como Sweeney Todd, mas justamente por ser oposto ao musical de Tim Burton, enquanto Sweeney Todd encanta por sua beleza gótica-romântica-psicótica, Cloverfield te deixa com um gostinho de quero mais, mas por ser um daqueles filmes que acaba e você fica simplesmente ainda sentado na poltrona, com os olhos na tela, a boca a berta e as mãos espalmadas se perguntando: "Sim...? É isso? Acabou? Esse é o final? Tá de brincadeira comigo, né?!"
Filme de monstro por filme de monstro, ainda prefiro os velhos e clássicos Godzilla japoneses com seus cenários de maquete de isopor e roupa de borracha onde dá pra ver o ziper.
Enfim, era melhor ter ido ver o filme do Pelé!

sábado, 26 de janeiro de 2008

Somewhere Over The Rainbow



Judy Garland imortalizou-se como Dorothy juntamente com a canção "Somewhere over the rainbow", em O Mágico de Oz, clássico musical de 1939. Apesar de ser qualificado como infantil, O Mágico de Oz tem lições que apenas as pessoas mais sensíveis conseguem captar inteiramente. Como diz nos créditos iniciais: "Um filme para os jovens de coração."



Na história, nós conhecemos Dorothy (Judy Garland) e seu cachorro, Totó. Procurando um lugar sem problemas, eles são levados por um furacão até o mundo de Oz. Para voltar pra casa precisa da ajuda do misterioso Mágico de Oz, durante a jornada encontra o Espantalho (Ray Bolger), o Homem de Lata (Jack Haley) e o Leão Covarde (Bert Lahr).



É interessante notar a dicotomia que os dois mundos nos mostras, apesar de explícita, creio que a maioria não atenta para isso: O mundo real, o Kansas, o lar de Dorothy, é mostrado em tons de sépia, enquanto o mundo fantasioso de Oz é altamente colorido, psicodélico, alegre (excetua-se os cenários da bruxa malvada do leste, obviamente). Esse paradoxo provavelmente tenta nos mostrar que nem sempre o mundo real é tão bonito como se imagina.



É nesse mundo onírico que eles saem para visitar o Mágico e passam por todo tipo de aventura, mas o objetivo de sua jornada é, essencialmente, tornarem-se mais dignos.



Uma cena interessante e também muito divertida é quando Dorothy encontra o Espantalho, este, ao ver a surpresa da menina ao encontrar um ser sem cérebro que consegue falar, diz: "Há pessoas sem cérebro que são muito faladeiras, não acha?" Ironia pura.



Outra cena que merece destaque é o encontro com o Homem-de-Lata que diz: "Se eu tivesse um coração poderia ser humano". Coisa que na vida real não acontece na prática. O que mais tem por aí é "ser-humano" sem coração (e também sem cérebro).



Os outros vêem o Mágico como o todo-poderoso, que tem a habilidade para lhes dar o que precisam, o que tanto desejaram. Desse modo, é uma grande decepção e uma grande surpresa quando Totó abre a cortina e tudo o que eles vêem é um homenzinho comum puxando alavancas. Suas expectativas não são atendidas. Não há nenhum mágico no final das contas. Na verdade, na melhor das hipóteses, o mágico é neutro. Ele não é mau. Ele não é bom. Ele é falso. Ponto final. Fim da história.



Como diz o Mágico para o Homen-de-Lata: "Quer um coração? Não sabe o quanto é sortudo por não tê-lo. Corações só vão ser práticos quando não puderem ser partidos." E complementa: "Um coração não é julgado por quanto você ama...mas por quanto você é amado pelos outros"
Dorothy, o Homem de Lata e os outros personagens podem ter acreditado no poder do Mágico, mas isso não fez esse poder se tornar real. Claro, tornou a vida mais fácil por um tempo pensar que alguém ou alguma coisa poderia fazer com que todos os problemas desaparecessem, que era possível viver feliz para sempre, mas não ajudou muito em circunstâncias reais. Na prática, o homenzinho com as alavancas não lhes conseguiu nada. O Leão ainda precisava de coragem, e o Espantalho, de cérebro. Dorothy continuava querendo ir para casa, e o Homem de Lata não conseguiu o coração que queria. Acreditar e pensar que o Mágico tinha poder foi o que instigou a jornada do grupo. Em outras palavras, um pensamento (sobre o poder do Mágico) levou à ação (sair para encontrar o Mágico). Mas esse pensamento mal orientado também os levou a um beco sem saída.


Quando o Mágico diz ao Espantalho: “Pelos poderes em mim investidos, dou-lhe este diploma - agora seja inteligente”; quando ele diz ao Leão: “Pelos poderes em mim investidos, dou-lhe esta medalha de coragem - agora seja corajoso!”, funciona? Acontece? Talvez nos filmes, mas na vida real, quando somos proclamados adultos - “agora seja maduro!”-, ficamos perplexos, com o queixo caído e olhos bem abertos, balbuciando: “Como?”.



Na realidade, o Espantalho não precisava de um cérebro, como demonstra durante todo o filme, é o que tem as melhores idéias e a maior inteligência. O Homem-de-Lata não precisava de um coração para ser humano, sua humanidade consistia nos sentimentos que nutria dentro de si e não no que batia no seu peito de lata. E o Leão Covarde nos mostra que não é corajoso aquele que não tem medo de nada, mas sim aquele que encara seus medos de frente e os supera. Já a Dorothy aprendeu que "não há lugar melhor que o nosso lar." Pois bem, ainda espero ter inteligencia suficiente para descobrir onde está, coragem para afrentar as adiversidades do caminho e poder encontar o meu lar... tomara que até lá meu coração ainda esteja inteiro (mesmo com fissuras) para que eu possa sentir que minha jornada pela estrada de tijolos amarelos finalmente teve seu fim ao encontrar o meu lugar, mesmo que seja além do arco-íris.





Em algum lugar além do arco-iris...bem lá em cima

There's A Land That I Heard Of Once In A Lullaby.

Existe uma terra sobre a qual ouvi uma vez em uma

canção de ninar

Somewhere Over The Rainbow...Skies Are Blue

Em algum lugar além do arco-iris...os céus são azuis

And The Dreams That You Dare To Dream Really Do Come
True.

E os sonhos que você ousa sonhar se tornam realidade

Someday I'll Wish Upon A Star

Algum dia, vou desejar a uma estrela

And Wake Up Where The Clouds Are Far Behind Me

Onde os problemas derreteram como gotas de limão nas

chaminés

That's Where You'll Find Me.

É lá que você vai me achar

Somewhere Over The Rainbow... Blue Birds Fly

Em algum lugar além do arco-iris...pássaros azuis

voam

Birds Fly Over The Rainbow

Passaros voam por cima do arco-iris

Why Then Oh Why Can't I?

Então por que eu não posso?

Somewhere Over The Rainbow... Blue Birds Fly

Em algum lugar além do arco-iris...pássaros azuis

voam
Birds Fly Over The Rainbow

Passaros voam por cima do arco-iris

Why Then Oh Why Can't I?

Então por que eu não posso?

If Happy Little Blue Birds Fly Beyond The Rainbow...

Se pequenos e feliz passáros azuis voam acima do

arco-iris

Why Oh Why Can't I?

Por que eu não posso?